Constipação Intestinal: “a famosa prisão de ventre”

Constipação Intestinal: “a famosa prisão de ventre”

Já pensou que sentar no vaso sanitário e colocar um banquinho nos pés pode ajudar quem tem prisão de ventre?

Conhecida como “prisão de ventre ou intestino preso”, a constipação intestinal atinge mulheres e homens de todas as idades.

É um problema comum e indica que a pessoa tem dificuldade para evacuar ou que isso não ocorre com a qualidade apropriada.

Existem vários fatores que contribuem para o surgimento da constipação e devem ser investigados de uma forma bem criteriosa, pelo proctologista ou gastroenterologista, fisioterapeuta, nutricionista e em alguns casos um psicólogo pode acompanhar o tratamento.

A constipação, quando não tratada, pode gerar fissuras anais ou quadros de hemorroidas. As fissuras são pequenos cortes na região do ânus, podendo ter sangramento e aumentar a dor para evacuar.

Além da hidratação frequente, atividade física regular e uma alimentação equilibrada, é importante observar qualquer alteração para um diagnóstico mais preciso, pois, em alguns casos o intestino preso pode ser sintoma de outra doença.

Lesões ou alterações na estrutura do intestino que tenham provocado estreitamento dos movimentos, o câncer de cólon ou o comportamento de “segurar” o coco – que pode diminuir a sensibilidade do intestino grosso e reto – podem ser causas de intestino preso.

Sempre que queremos classificar que o paciente é constipado alguns fatores para fechar o diagnóstico devem ser observados, vale dizer:

• Frequência menor do que 3x na semana;
• Dor para evacuar;
• Força para iniciar ou finalizar a evacuação;
• Consistência das fezes.

Vale ressaltar que mais importante do que a frequência com que se evacua, é a qualidade dessa evacuação, ou seja, é melhor evacuar 3x/semana com fezes de boa consistência, inteiras, em menos de 10 minutos e com sensação de esvaziamento total, do que evacuar todos os dias com fezes em bolinhas, do tipo “cabritinho”, ressecadas e com necessidade de tempo prolongado.

Quando as fezes ficam por mais tempo do que o necessário dentro do intestino, ele reabsorve (suga) o líquido deixando-as ressecadas e endurecidas. Isso dificulta a passagem pelo ânus e o indivíduo pode sentir dor para evacuar.

O corpo reage a essa dor e contrai o esfíncter anal. Como consequência, impede a passagem das fezes e diminui a sensibilidade da porção final do intestino (fazendo com que a pessoa não sinta vontade de evacuar e não sinta que estes músculos estão contraídos).

Essa contração, que é involuntária, é chamada de anismo. No momento em que o músculo deveria relaxar para as fezes saírem ele se contrai impedindo ou dificultando a saída das fezes, gerando cada vez mais dor e maior necessidade de força para evacuar.

A constipação ocorre muitas vezes devido a alguma alteração muscular ou tecidual da região anorretal. Uma musculatura tensa pode também estar fraca. Se a pessoa passar muitos anos com essa disfunção sem tratamento pode desenvolver incontinência fecal (perda de gases e/ou fezes por diminuição do controle e força dos músculos anais).

O tratamento é feito com a reeducação alimentar, incluindo fibras com efeitos laxativos, hidratação, orientações comportamentais, fisioterapia pélvica e atividade física complementando o tratamento do médico proctologista.

A fisioterapia pélvica oferece grandes benefícios no tratamento da constipação intestinal. Com exercícios específicos, o paciente passa a ter consciência corporal, ganhando capacidade de contrair e relaxar a musculatura para que a evacuação seja realizada no momento e da maneira adequada.

O Biofeedback eletromiográfico, um equipamento utilizado no tratamento possibilita ao paciente visualizar e aprender a realizar corretamente a contração e o relaxamento do músculo. A consciência no relaxamento evita que a tensão durante o ato evacuatório cause dor, desconforto ou bloqueie a saída das fezes.

Outra técnica que pode trazer resultado é a massagem abdominal feita em movimentos circulares pois aumenta a motilidade intestinal e, consequentemente, a frequência das defecações.

As orientações comportamentais como respeitar a vontade de evacuar, cuidados para que o intestino funcione bem e o principal, a postura adequada para que a evacuação ocorra de forma mais natural são extremamente importantes.

Quando estamos sentados, o cólon fica dobrado, não permitindo que as fezes se movam com facilidade. O ideal é utilizar um banquinho para apoiar os pés deixando o cólon na posição adequada: favorecendo o relaxamento do reto e o esvaziamento completo do intestino.

Ensinamos para nossos pacientes a utilização do banquinho, principalmente para as crianças para que aprendam a ter o hábito de utilizá-lo desde cedo. E você já tem o seu?

Onde comprar um banquinho? Indicamos para nossas pacientes esse do vídeo que postamos. Compramos no Carrefour, ele é prático você pode guardar dobrado. E na Feira da Torre tem várias opções de madeira.

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