Vamos entender para que servem os Dilatadores Vaginais?

Os dilatadores vaginais são dispositivos utilizados para tratar e prevenir alterações e/ou disfunções do assolho pélvico associadas à penetração

Dilatadores vaginais

vaginal. Esse tipo de desconforto é percebido pela mulher na relação sexual, que algumas vezes a impossibilita de realizá-la, e até mesmo no exame ginecológico.
Existem dilatadores importados e outros nacionais de vários formatos e materiais. Em geral eles são feitos de derivados da borracha, pvc, vinil, dentre outros materiais macios, atóxicos. Existem também dilatadores feitos de plástico, que são mais rígidos. Alguns são curvos e outros com linhas mais retas. Uns podem apresentar alças, pegadores e/ou ventosas para dar apoio ou facilitar o manuseio. Normalmente possuem formato cônico-cilíndrico, parecidos com os absorventes internos, com as sondas de ultrassom transvaginal, com um pênis, entre outros.
Esses acessórios possuem tamanhos e diâmetros graduais que variam de 1,16cm a 4cm de diâmetro e 6,5cm a 14,5cm de comprimento. Geralmente os kits contêm entre 5 e 8 dilatadores. Quanto maior a quantidade em um kit, menor a diferença de tamanho entre eles. Essa diferença de tamanho dos diâmetros tem o intuito de alongar gradativamente o canal vaginal.

Eles são indicados para tratamento de:
• Vaginismo: contração involuntária dos músculos do assoalho pélvico que dificulta/impossibilita a penetração;
• Dispareunia: atividade sexual difícil ou dolorosa;
• Atrofia vaginal na menopausa;
• Dificuldade no rompimento do hímen: hímen complacente ou fibroso
• Estenose vaginal: redução da elasticidade vaginal, estreitamento e aderências resultantes da radioterapia pélvica ou braquiterapia
• Neovagina e Agenesia vaginal: construção e reconstrução do canal vaginal
• Vulvodínia ou vestibulodinia: ardência na região da vulva
• Endometriose: síndrome caracterizada pela presença do endométrio fora da cavidade uterina provocando dor pélvica e vaginal
• Pós cirúrgicos genitais
• Pós cirúrgico de redesignação sexual: mudança de sexo
• História de trauma sexual: problemas psicológicos e problemas de saúde sexual associados à penetração vaginal
• Canal vaginal encurtado ou estreito resultante de cirurgia ginecológica

E os benefícios?
• Melhorar a flexibilidade do tecido vaginal;
• Estimular a percepção da musculatura do assolho pélvico;
• Promover a dessensibilização do canal vaginal;
• Reduzir tensão relaxando os músculos do assoalho pélvico;
• Melhorar a relação sexual reduzindo desconforto de dor na penetração;
• Recuperar a flexibilidade após cirurgia do assoalho pélvico na cicatrização e estreitamento e/ou encurtamento da vagina;
• Prevenir aderências e fibroses;
• Possibilitar o uso de absorventes internos e aplicação de medicação vaginal sem desconforto;
• Facilitar a realização de exames ginecológicos como o papanicolau e ultrassom transvaginal.

Algumas precauções devem ser levadas em consideração:
• Esteja atenta aos sinais do seu corpo, sentir dor não é normal;
• Antes de utilizar um dilatador, consulte um profissional especializado (fisioterapeuta ou ginecologista) e faça uma avaliação;
• Não ultrapasse os limites do seu corpo;
• Nunca use o dilatador de outra pessoa;
• Quando for utilizá-lo, use-o com um preservativo;
• Não use dilatadores se houver suspeita de infecção vaginal ou sintomas incomuns;
• Evite usar dilatadores imediatamente após cirurgia pélvica – exceto quando indicado por especialistas;
• Higienize seu dilatador antes e após o uso conforme orientações do fabricante;
• Em caso de sangramento fora do período menstrual, suspenda o uso e procure orientação médica;

As técnicas utilizadas com os dilatadores vaginais geralmente são personalizadas para cada caso e discutidas entre o paciente e o profissional, pois existem diversos aspectos envolvidos que podem influenciar no modo como deve ser utilizado. Não basta dilatar o canal vaginal, é importante fazer com que os músculos funcionem corretamente. Existem casos de pacientes que conseguem utilizar o dilatador mas não conseguem ter relação sexual sem dor.

Por isso, é recomendado que uso dos dilatadores vaginais seja realizado sob orientação de profissionais especializados e devidamente habilitados para indicar e orientar o uso correto. No tratamento da fisioterapia pélvica o objetivo é ajudar a mulher a obter percepção, controle e domínio da musculatura que envolve o canal vaginal para prevenir ou tratar as disfunções da musculatura.

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